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Informações
Tratamento para fixadores e parafusos
Rosca, torque e classe de resistência: os três fatores que definem o tratamento certo de um fixador.
Em resumo
Em parafusos e fixadores, o revestimento influencia a proteção contra corrosão, o encaixe da rosca e as condições de atrito. A escolha deve considerar classe de resistência, tolerância, camada e norma aplicável. Peças de alta resistência podem exigir desidrogenização. Informe esses requisitos, além de quantidade e recorrência, ao solicitar a cotação.
Fixador é o componente mais tratado da galvanoplastia — e um dos que mais exigem critério. A camada interfere no encaixe da rosca, a passivação muda o coeficiente de atrito (e portanto o torque de aperto), e as classes de alta resistência trazem o risco silencioso da fragilização por hidrogênio.
Quais tratamentos são usados em parafusos e fixadores?
Zincagem — o padrão para parafusos, porcas, arruelas e rebites. Camada fina que preserva a rosca, com passivação branca, amarela, preta ou verde oliva conforme a exposição.
Zinco-níquel — exigido em fixadores automotivos e aplicações severas. Resistência muito superior em névoa salina e bom comportamento em temperatura.
Fosfato — em versão oleada, protege fixadores em estoque; o fosfato também dá lubricidade que estabiliza o torque.
Cádmio — quando a norma especifica, tipicamente por lubricidade e desempenho em ambiente salino.
Oxidação preta — acabamento escuro sem interferência dimensional, comum em fixadores de precisão e montagem aparente.
Por que a classe de resistência do fixador importa?
Parafusos de classes elevadas (alta dureza) podem absorver hidrogênio na decapagem e no banho eletrolítico. Sem tratamento térmico posterior, o fixador pode trincar dias depois de montado, sob carga, sem aviso. Por isso as normas exigem desidrogenização dentro de um prazo curto após o revestimento.
Na Artec, revestimento e desidrogenização acontecem na mesma planta — o prazo da norma é cumprido sem depender de transporte entre fornecedores. Explicamos o fenômeno em detalhe no guia sobre fragilização por hidrogênio.
O que informar ao cotar tratamento de fixadores?
- Classe de resistência (define a necessidade de desidrogenização);
- Norma do revestimento (espessura, passivação, ensaio exigido);
- Se há requisito de coeficiente de atrito/torque;
- Quantidade e recorrência do lote.
Exemplos executados na planta da Artec


Perguntas frequentes
Zincagem trava a rosca do parafuso?
A zincagem acrescenta espessura e pode afetar o encaixe. Informe a classe de tolerância da rosca, a camada exigida e os critérios de inspeção; a espessura deve respeitar a especificação.
Todo parafuso zincado precisa de desidrogenização?
Não — a exigência vale para classes de alta resistência e peças de elevada dureza, conforme a norma aplicável.
Qual passivação escolher para fixador exposto ao tempo?
Defina o sistema conforme a norma e o ambiente: a cor da passivação, sozinha, não determina a resistência à corrosão. Para maior exigência, avalie também o zinco-níquel.
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Referências técnicas
Leituras sobre os processos abordados. O atendimento a cada requisito deve ser confirmado na cotação.
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